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Taxímetros adulterados são apenas metade do problema. Eis o que os taxistas fazem na prática — e como evitá-lo em Hanoi, Saigon e em todo o país.

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Todos os guias de viagem alertam para os taxímetros. O que não dizem: algumas das fraudes de táxi mais graves não têm nada a ver com o taxímetro. Vai entregar dinheiro, receber troco, e só horas mais tarde perceber que as notas eram falsas. Ou vai chegar ao destino e o condutor insiste que a corrida custa três vezes o valor indicado no contador. Não são casos isolados — acontecem regularmente em Hanoi, Saigon, Da Nang e noutras cidades.
O taxímetro é apenas a primeira linha de defesa.
Em Hanoi e Saigon, os táxis oficiais estão registados com cores específicas: Taxi Group em branco e azul, Mailinh em amarelo e preto, Mai Linh em branco, entre outros. Os "táxis" sem licença copiam estas cores quase na perfeição. As matrículas são frequentemente falsas — numeração ligeiramente errada, tipos de letra incorretos, ou aplicadas por cima das matrículas originais de modo a poderem ser retiradas para esconder o que está por baixo.
Porque é que isto importa: estes veículos não têm qualquer regulamentação. Sem inspeção ao taxímetro. Sem seguro. Se o condutor quiser 500.000 VND por uma viagem de 3 km, não há nenhuma entidade a quem recorrer.
Como identificá-los: antes de entrar, verifique a matrícula na lista oficial da empresa de táxis (Mailinh, Taxi Group, entre outras, publicam as suas listas online). Observe a matrícula em si — as originais são em metal em relevo, não em plástico impresso. Se estiver num aeroporto ou hotel, use a praça de táxis e não aceite boleia de alguém que o aborde no passeio.
Isto é diferente de "não usar o taxímetro". Alguns táxis têm contadores que avançam corretamente por distância, mas o hardware está adulterado para registar mais quilómetros do que os efetivamente percorridos. O contador sobe a cada 300 metros em vez de a cada 500 metros. Tem aparência oficial. O recibo parece real. Não negociou — aceitou o taxímetro.
No trânsito intenso, não vai notar. Com trânsito leve, uma viagem de 3 km pode aparecer como 5 km no contador.
Como evitá-lo: use o Grab ou o Be. As tarifas baseadas em GPS eliminam este problema por completo. Se tiver mesmo de apanhar um táxi comum, tire uma fotografia ao taxímetro no início e anote os quilómetros. Faça as contas quando chegar. Se parecer errado, recuse pagar e ligue para a linha de apoio da empresa de táxis — vão dar-lhe razão num caso de taxímetro adulterado, porque também é fraude contra eles.

Foto de Tim Samuel no Pexels
O condutor diz que "a estrada principal está cortada por obras" ou "há uma festa — temos de dar a volta". Como não conhece a cidade, confia nele. Acaba por pagar 8 km quando o percurso direto tem 4 km.
Às vezes é verdade. Outras vezes não. E por vezes o condutor faz um desvio que tecnicamente funciona mas acrescenta 20 a 30% à tarifa.
Prevenção: use o Google Maps no telemóvel e acompanhe a rota em tempo real. Se o condutor se desviar claramente do percurso, diga imediatamente. Não espere até chegar. Peça ao condutor para explicar o desvio antes de sair do ponto de partida.
Paga com uma nota de 500.000 VND. O condutor devolve o troco em notas mais pequenas. Uma ou mais são falsas — impressões baratas que parecem finas, com tinta desfocada ou com elementos de segurança incorretos. Quando percebe — talvez numa loja no dia seguinte — já não consegue voltar ao condutor.
Isto acontece regularmente em zonas turísticas. O Mercado Ben Thanh em Saigon e o Bairro Antigo de Hanoi são locais comuns.
O que fazer: inspecione todas as notas que o condutor lhe der antes de sair do táxi. Sinta a textura — as notas vietnamitas originais têm um padrão em relevo bem distinto e difícil de falsificar. Coloque-a à luz e procure o fio de segurança. Se algo parecer errado, recuse-a e peça notas diferentes. O condutor vai trocá-las — também não quer problemas com a polícia.
No Tan Son Nhat (Saigon), no Noi Bai (Hanoi) ou no aeroporto de Da Nang, táxis não licenciados agrupam-se fora da praça de táxis oficial. Cobram entre 400.000 e 600.000 VND pelo que um táxi com taxímetro faria por 150.000 a 250.000 VND. Às 2 da manhã, um viajante cansado é um alvo fácil.
Existem táxis fiáveis no aeroporto, mas a fila de espera pode ser grande. Os condutores não licenciados encontram-no antes dos licenciados.
A solução: ignore qualquer pessoa que ofereça táxi fora do terminal. Use a praça de táxis oficial dentro da sala de chegadas, ou use o Grab, que funciona em todos os aeroportos principais. A espera é maior, mas a tarifa é justa e fica registada. Se estiver com o fuso horário em cima e exausto, é precisamente nessa altura que não deve negociar com um estranho no passeio.

Foto de Lukasz Radziejewski no Pexels
O Grab (transporte por aplicação, semelhante ao Uber) e o Be usam tarifas baseadas em GPS definidas antes de iniciar a viagem. O nome real, a fotografia e o veículo do condutor são visíveis. O percurso é registado. Se algo correr mal, tem um registo de reclamação e a empresa apoia-o.
Isto não significa que o Grab seja perfeito — os condutores são pessoas, e surgem ocasionalmente maus exemplos. Mas a transparência, o registo da rota e a responsabilização tornam os esquemas genuinamente mais difíceis. O condutor não tem incentivo para desviar (a tarifa já está fixada) nem para dar notas falsas (o pagamento é digital).
O Grab também é 10 a 20% mais barato do que um táxi de rua na maioria das cidades, e funciona mesmo sem falar vietnamita.
Os taxímetros adulterados contam a distância mais depressa do que o percurso real — o contador pode avançar a cada 300 metros em vez de a cada 500 metros, fazendo com que uma viagem de 3 km apareça como 5 km. Para detetar isto, tire uma fotografia ao taxímetro no início e controle os quilómetros por conta própria. Se a tarifa final parecer errada, recuse pagar e ligue para a linha de apoio da empresa de táxis — um taxímetro adulterado também é fraude contra eles.
Use a praça de táxis oficial nos aeroportos e hotéis em vez de aceitar boleia de condutores que o abordem no passeio. Antes de entrar, verifique a matrícula na lista publicada pela empresa de táxis — a Mailinh e a Taxi Group disponibilizam essas listas online. As matrículas originais são em metal em relevo, não em plástico impresso. Melhor ainda: use o Grab ou o Be, cujas tarifas baseadas em GPS contornam por completo a fraude no taxímetro e os veículos falsos.
Inspecione todas as notas antes de sair do táxi, não depois. As notas falsas são comuns em zonas turísticas, incluindo o Bairro Antigo de Hanoi e os arredores do Mercado Ben Thanh em Saigon. As notas falsas parecem finas, têm tinta desfocada e carecem dos elementos de segurança corretos. Depois de sair do veículo, não há forma de voltar ao condutor, por isso verificar enquanto ainda está sentado é a única oportunidade fiável de detetar e recusar notas falsas.
Os esquemas com táxis no Vietname não são sofisticados — baseiam-se em falta de atenção ou de conhecimento da sua parte. A maioria é evitável com um smartphone e o Grab. Se apanhar um táxi na rua, acompanhe o taxímetro, verifique o troco e não entre num veículo com uma matrícula que pareça suspeita. Estar atento no terreno vale mais do que qualquer aviso em guia de viagem.