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O Che bap — um pudim de milho doce — é uma obsessão em Hoi An, servido quente em taças em pequenas bancas de rua. Eis onde os residentes realmente vão e o que o torna diferente do resto do Vietname.

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O "Che bap" é uma sobremesa de grãos de milho doce suspensos num caldo sedoso semelhante a um creme, servida quente numa taça com gelo picado à parte (pode adicioná-lo ou não). Não é exclusivo de Hoi An — encontrará versões em todo o centro e sul do Vietname (베트남 / 越南 / ベトナム) —, mas Hoi An elevou-o a algo entre um ritual de comida de conforto e um motivo de orgulho local. O milho doce é mais fresco aqui, o creme mais rico, e as bancas que o preparam fazem-no há décadas.
A textura é o que importa: cremosa mas não espessa, com uma subtil riqueza de ovo por baixo da doçura. Nada que se pareça com a densidade de um batido ou de um bubble tea. Aproxima-se mais da textura do congee (papas de arroz), se o congee fosse doce. Os habitantes locais discutem sobre qual a banca que tem o melhor rácio de milho para creme, tal como fazem noutros locais sobre o "pho" ou a "banh mi".
Esta é a banca que a maioria dos locais indica primeiro. Fica na Tran Phu, a rua principal que atravessa a cidade velha de este a oeste, perto da esquina com a Hoang Van Thu. Uma senhora gere o espaço há mais de 25 anos. A taça (cerca de 25.000-30.000 VND, aproximadamente $1,05-1,25 USD) é adequadamente focada no creme — sente-se mais o ovo e o açúcar do que o enchimento de amido de milho. Ela faz lotes frescos ao longo do dia, e os grãos de milho têm uma ligeira firmeza em vez daquela textura pastosa que se encontra em locais menos cuidadosos.
Vá antes das 11h00 ou depois das 15h00, porque ao meio-dia (hora de ponta do almoço) a fila cresce e as taças saem mais depressa, o que significa menos atenção. A banca não tem tabuleta, apenas uma pequena mesa de madeira com bancos.
Dois quarteirões para sul, na Nguyen Thai Hoc, atrás da zona do mercado, encontra-se outra banca de longa data (a funcionar há cerca de 20 anos). As doses aqui são mais pequenas, um pouco menos cremosas — alguns locais preferem-no por ser mais leve. O preço é de 20.000-25.000 VND. A proprietária adiciona uma pitada de sal ao creme, o que intensifica a doçura em vez de o tornar salgado. É algo subtil, mas está lá. Aberto aproximadamente das 6h00 ao meio-dia, e depois novamente das 16h00 às 20h00. As tardes são mais calmas.

Fotografia de Nguyễn Thị Thảo Hà (Ha Nguyen) no Pexels
Dentro ou logo à saída do Mercado de Cam Chau (canto noroeste da cidade velha), algumas bancas vendem "che bap", mas a escolha certa é uma senhora mais velha com um carrinho de metal perto da entrada dos legumes. Ela compra o milho ao mesmo agricultor três vezes por semana. E isso nota-se — os grãos são brilhantes e nunca sabem a velho. 25.000 VND por taça. Ela faz apenas o turno da manhã, das 5h00 às 10h00, porque depois fornece milho aos restaurantes. Vale a pena acordar cedo se estiver em Hoi An (호이안 / 会安 / ホイアン) por alguns dias.
Este é mais complicado de encontrar: um carrinho gerido por uma vendedora mais jovem que se instala perto do cruzamento da Nguyen Hue com a Le Loi, de terça-feira a domingo, normalmente das 7h00 às 11h00 e das 17h00 às 19h00. É popular entre as crianças em idade escolar e os locais que vão tomar o pequeno-almoço. O creme é ligeiramente menos rico (ela usa menos ovo e mais amido de milho), tornando-o mais denso e menos "premium", mas muitos locais preferem-no exatamente por essa razão — menos pesado, mais saciante. 18.000 VND. Pergunte aos habitantes locais onde está o carrinho da Nguyen Hue se não o conseguir ver; ele muda ligeiramente de sítio de estação para estação.
Compare isto com as versões de Saigon ou de Hanoi: nessas cidades, o "che bap" é frequentemente uma sobremesa de mercado de massas ao estilo de bebida, servida fria, por vezes triturada ou demasiado líquida. As bancas de Hoi An mantêm-no quente, espesso e com a textura do milho intacta. Não é pretensioso. Ninguém adiciona coberturas extravagantes. Recebe-se creme, milho, talvez gelo, e é esse o objetivo. A limitação de uma cidade pequena significa menos experimentação, mais repetição, mais mestria.
Além disso, o milho aqui é sazonal e local. O inverno (outubro a fevereiro) é o pico — espigas mais doces e frescas. No verão (junho a agosto) é mais magro, menos interessante. Os locais programam as suas peregrinações de "che bap" em função disto.

Fotografia de Nguyễn Thị Thảo Hà (Ha Nguyen) no Pexels
Aponte para a taça que deseja (se houver uma vitrina) ou diga apenas "Mot tia che bap" (uma taça de che bap). Se o quiser mais quente, diga "Nong" (quente). Se quiser mais gelo, diga "Thêm đá" (mais gelo). Mais espesso ou mais líquido? Isso não é propriamente negociável nestas bancas — recebe-se o que eles fazem nesse dia.
Normalmente, paga-se quando se come. Sente-se ou fique de pé (a maioria das bancas tem dois ou três bancos). Coma com uma colher. Estará quente o suficiente para lhe queimar a boca se tiver pressa.
O início da manhã (6h00-8h00) é a melhor altura. O creme está mais quente, o milho está mais fresco da fornada feita às 5h00 ou 6h00, e evita-se as multidões de turistas e as filas para o almoço. O final da tarde (16h00-18h00) é a segunda opção — com menos gente, mas ainda quente. Evite o meio-dia, a menos que não tenha outra escolha.
Evite agosto e setembro, quando a qualidade do milho desce e as bancas por vezes fecham durante alguns dias devido ao calor.
As bancas de Che bap em Hoi An são à moda antiga — sem máquinas de cartão, sem aplicações, apenas dinheiro. Conte com 20.000-30.000 VND por taça. A maioria das bancas fica na cidade velha ou perto dela, a uma curta distância a pé da entrada da Cidade Antiga. Uma taça demora 10 minutos desde o pedido até terminar de comer; não há uma cultura de pressa. Os locais costumam comê-lo como um segundo pequeno-almoço (depois de uma banh mi (반미 / 越式法包 / バインミー) ou de um pho) ou para refrescar após o almoço.