Quang Nam é o tipo de província onde o roteiro turístico termina nas ruas iluminadas por lanternas de Hoi An, e tudo o resto pertence aos habitantes locais. Isso é um erro. A província estende-se desde o Mar do Sul da China até às montanhas no interior, e tem templos genuínos, aldeias de artesanato em atividade, comida de rio e opções de viagens de um dia suficientes para justificar três ou quatro dias se não estiver com pressa para chegar a Da Nang.
O emaranhado de Hoi An
Vamos primeiro abordar o óbvio. A própria Hoi An (호이안 / 会安 / ホイアン) — o porto comercial do século XVI com casas comerciais pintadas de amarelo e um festival de lanternas à sexta-feira à noite — é autêntica e merece uma caminhada de meio dia. Mas a maioria dos viajantes passa aqui duas ou três noites, fica nos hotéis da Cidade Velha por 800.000–2 milhões de VND, come nos mesmos "restaurantes de pho" para turistas, e perde a província por completo.
Se já tirou as selfies com as lanternas e comprou um "ao dai" feito à medida nas bancas dos alfaiates, siga em frente. O verdadeiro valor de Quang Nam encontra-se fora da Cidade Velha.
Dia 1 — Os arredores laboriosos de Hoi An
Barcos de coco e carpintaria em Cam Thanh
A aldeia de Cam Thanh, 5 km a leste de Hoi An, é onde se pode ver o que a Cidade Velha costumava ser: uma comunidade de pesca e artesanato. Faça um passeio num "coracle" (um barco cesto de bambu entrançado) pelos canais do mangal por 100.000–200.000 VND com um barqueiro local. É relaxante e tranquilo de manhã cedo, mas torna-se turístico por volta das 10h00. Pare numa oficina familiar de carpintaria (portas, cadeiras, painéis decorativos) e perceberá por que razão esta área abastecia toda a costa.
Custo: barco + almoço num restaurante à beira-rio, 400.000–600.000 VND.
Aldeia de ervas aromáticas de Tra Que
A 2 km a norte de Hoi An, Tra Que é uma estreita faixa de hortas que abastece os mercados da região. As excursões organizadas oferecem apanha de ervas e aulas de culinária (400.000–800.000 VND), mas, honestamente, basta alugar uma bicicleta, passear por lá, parar num terreno familiar e pedir para dar uma vista de olhos. As fileiras de hortelã, alface e manjericão são reais; os custos adicionais de uma excursão não são necessários.
Melhor altura: de manhã cedo, antes do calor e das multidões.
Dia 2 — Ruínas dos templos de My Son e as terras altas
My Son
A 40 km a sudoeste de Hoi An, My Son é um santuário hindu-budista do século X ao XV construído pelo reino de Champa. Torres de tijolo e esculturas em pedra repousam num vale, parcialmente reconstruídas, parcialmente ainda em ruínas cobertas de musgo. É o local Champa mais significativo do Vietname e parece genuinamente antigo — não com aquele aspeto de parque temático reconstruído.
O recinto é grande; reserve 2 a 3 horas. A entrada custa 150.000 VND. Muitas excursões incluem um autocarro a partir do parque de estacionamento (mais 50.000 VND). Se alugar uma mota, conduza até lá e chegue antes das 8h00 para evitar os grupos.
Na mesma zona: My Son fica no sopé das montanhas; a viagem passa por arrozais e pequenas aldeias — dignas de fotografia se não estiver num autocarro de excursão apressado.
Pedreira de mármore e aldeia de esculturas de Nong Nuoc
No regresso a Hoi An, faça uma pausa em Nong Nuoc, uma aldeia onde blocos de mármore branco e cinzento são esculpidos em estátuas, vasos e ornamentos para templos. Os poços da pedreira são visíveis da estrada; as oficinas alinham-se ao longo da rua principal. Pode comprar pequenas peças (200.000–1 milhão de VND por animais esculpidos ou figuras) ou apenas passear e ver os artesãos a trabalhar. É kitsch, sim, mas é uma aldeia real e funcional, não um museu.
Entrada / esculturas: visita gratuita, preços sob consulta.

Fotografia de Quang Nguyen Vinh no Pexels
Dia 3 — Refeições à beira-rio e mercados noturnos
O rio Thu Bon e a comida
Hoi An situa-se nas margens do Thu Bon, um rio lento e castanho ladeado por restaurantes. Evite as armadilhas para turistas da Cidade Velha e coma em espaços familiares à beira-rio, perto do pagode Ngu Hanh Son ou da ponte norte. Peça "com tam" (arroz partido com peixe grelhado) ou sopa de caranguejo fresco por 50.000–100.000 VND.
Se lá estiver de manhã cedo, caminhe até ao mercado central de Hoi An (um mercado de frescos ao estilo de Dong Xuan, não as bancas de recordações) e coma um "banh mi (반미 / 越式法包 / バインミー)" de um vendedor de rua (15.000–25.000 VND) juntamente com os habitantes locais.
Praia de An Bang
A 5 km a leste, An Bang é uma curta faixa de areia com alguns bares de praia e restaurantes de marisco. Não é imaculada, mas é funcional e mais tranquila do que a cidade de Hoi An. Nadar é seguro durante a maior parte do ano; verifique o sistema de bandeiras. Cerveja e petiscos: 30.000–100.000 VND.
Dia 4 — Montanhas e fontes termais
Desvio a Da Nang: Bana Hills
Se tiver tempo, Da Nang (다낭 / 岘港 / ダナン) (30 km a norte) tem a Golden Bridge — uma atração com teleférico e uma mão de pedra gigante a segurar uma ponte (turística, mas arquitetonicamente interessante). A entrada custa 700.000–750.000 VND, incluindo o teleférico. As vistas da montanha são legitimamente bonitas. A maioria das pessoas faz isto como um circuito de 6 horas a partir de Hoi An com um guia.
Alternativa: ignore Bana e passe o dia a fazer trekking nas montanhas do Elefante (60 km a sudoeste de Hoi An), que têm menos infraestruturas, mas melhores caminhadas e menos visitantes.

Fotografia de Flint Huynh no Pexels
Opções práticas para viagens de um dia
O que evitar:
- Parque temático Faifo (uma imitação da Disneyland perto de Hoi An).
- Qualquer "aula de culinária tradicional na aldeia" que custe mais de 800.000 VND; os cozinheiros locais cobram menos.
- Excursões de fabrico de lanternas e compras em alfaiates, a menos que queira realmente um traje feito à medida — são apenas discursos de vendas prolongados.
O que vale a pena:
- Nascer do sol em My Son (alugue uma mota e vá cedo).
- Comer no mercado de manhã cedo no centro de Hoi An (antes da chegada dos turistas).
- Alugar uma mota e percorrer as estradas secundárias em direção à província de Quang Ngai — arrozais, pomares de fruta, zero rostos estrangeiros.
Transportes e logística
Como chegar: Hoi An tem autocarros diretos a partir de Da Nang (1 hora, 50.000 VND) e Saigon (사이공 / 西贡 / サイゴン) (15 horas, 300.000–400.000 VND). Há também voos para o aeroporto de Da Nang (a 40 km de distância) e autocarros de ligação para Hoi An.
Aluguer de motas: 100.000–150.000 VND por dia. O uso de capacete é obrigatório. As estradas são razoáveis e o trânsito é ligeiro fora do centro de Hoi An.
Alojamento: Hoi An tem opções desde 200.000 VND (dormitório para mochileiros) a mais de 2 milhões (resorts de estilo colonial). Reserve fora da Cidade Velha (Cam Thanh, norte de Hoi An) para estadias mais tranquilas e baratas, bem como refeições autênticas.
Idioma: O inglês é falado na própria cidade de Hoi An e nos restaurantes turísticos. Assim que sair da cidade, o vietnamita é útil. Descarregue o Google Tradutor para uso offline.
Notas práticas
Quang Nam recompensa quem se afasta da bolha de Hoi An. Alugue uma mota por um ou dois dias, coma onde os habitantes locais comem (pergunte no seu hotel) e passe algum tempo em aldeias que não aparecem nos postais. My Son e as aldeias ribeirinhas são a verdadeira atração; a Cidade Velha é uma boa base, não o destino final.
Última atualização · May 29, 2026 · pesquisa independente, sem patrocínio.










